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“A Comunicação das Mudanças Climáticas” para download

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Trata-se de um material publicado pelo Centro de Pesquisas em Decisões Ambientais da Universidade de Columbia, de Nova York, e traduzido para o português.

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Entre a rede e o mar

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Prof Moacyr Araujo - novo coordenador da Rede Clima
Prof Moacyr Araujo – novo coordenador da Rede Clima

 

Desde de março deste ano a Rede Clima tem nova coordenação. À frente dela está Moacyr Araujo, professor associado do Departamento de Oceanografia da Federal de Pernambuco (UFPE).

Com doutor em Física e Química do Meio Ambiente, Araújo estuda há 25 anos as transformações a que oceanos e zonas costeiras, principalmente a brasileira, estão expostos.

Agora com agenda dividia entre a subchefia do Departamento de Oceanografia da UFPE e cruzeiros científicos Atlântico afora, que ser arrastam por semanas a fio, Moacyr tirou um tempo pra conversar com o Blog.

 

Blog – Quais as diretrizes para sua gestão à frente da Rede Clima?

Araujo – A Rede Clima foi instituída em 2007. Durante a fase inicial da Rede houve um intenso trabalho de organização para garantir sua implantação. Nós assumimos a coordenação da Rede Clima apenas recentemente, em fevereiro deste ano.

Entendemos que para esta segunda (e nova) fase a Rede Clima deve se fortalecer através de três diretrizes principais: (i) busca por maior foco na definição das prioridades de pesquisa a serem desenvolvidas pelas diferentes Subredes; (ii) promoção da integração entre temas-chave, considerando sobretudo a questão socioambiental e os desafios para se garantir segurança hídrica, energética e alimentar; (iii) aprimoramento das articulações com os diversos setores da sociedade, sejam estes públicos ou privados.

Com relação ao primeiro item, considerando a missão da Rede Clima, parece-nos claro que as pesquisas a serem desenvolvidas devem se alinhar com as propostas e metas sobre o tema Mudanças Climáticas que se encontram estabelecidas em alguns documentos-base, tais como o Plano Plurianual –PPA (2016-2019), o PNA (Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima), o PNMC (Plano Nacional sobre Mudança do Clima)e o proposta brasileira estabelecida para última Conferência das Partes, realizada no ano passado em Paris (COP21), ou seja, a iNDC (Intended Nationally Determined Contribution).

A promoção da integração não é tarefa trivial, mas é primordial. Nesse sentido estamos trabalhando com a elaboração de Projetos Integrativos (os chamados PIs), que devem abordar os temas de segurança socioambiental e segurança hídrica-energética-alimentar. Estes PIs devem focar na proposição de estratégias que permitam aumentar estas seguranças, e o caminho para isto passa pela investigação, análise e “quantificação” dos cenários (atuais e futuros) de interseção entres os diferentes setores/temas envolvidos (ex.: Agricultura, Recursos Hídricos e Energia).

Já com relação à terceira diretriz, a Rede Clima está em intenso processo de fortalecimento das cooperações com diversos Ministérios (Meio Ambiente, Fazenda, Relações Exteriores, etc., além do próprio MCTIC), ao mesmo tempo em que novas iniciativas estão sendo tomadas para estabelecer parcerias para o desenvolvimento de pesquisas visando, por exemplo, a um mapeamento dos entraves socioeconômicos que dificultam um maior aproveitamento do potencial energético eólico e solar no Brasil.

 

Blog – Como compartilhar a vida acadêmica e a gestão da RC?

Araujo – É meio complicado, sobretudo em se tratando da Universidade. A vida acadêmica universitária implica em períodos de dedicação à preparação e realização de aulas, orientação de alunos (graduação e pós-graduação), participação na gestão/comissões, e realização de nossas próprias pesquisas.

No meu caso, por exemplo, além da gestão compartilhada do Departamento de Oceanografia da UFPE (subchefe), em vários momentos tenho a necessidade de embarcar em navios para realização de cruzeiros científicos, quando fico no meio do oceano Atlântico por períodos de até 30 dias. Felizmente posso contar com a parceria e competência do colega e amigo Jean Ometto (CCST/INPE), vice-coordenador da Rede Clima, que em várias ocasiões assume a coordenação da Rede.

 

Blog – Quais os resultados de pesquisa mais recentes que trazem avanço para o tema da Adaptação. Na sua área. Políticas pública.

Araujo – As pesquisas que foram (e vem sendo) desenvolvidas pela Rede Clima contribuíram direta e/ou indiretamente para a elaboração do PNA 2016 (Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima), elaborado com a coordenação do GT de Adaptação do MMA.

Os trabalhos desenvolvidos pelas subredes Agricultura, Biodiversidade e Ecossistemas, Desastres Naturais, Recursos Hídricos, Saúde, Zonas Costeiras, Usos da Terra e Modelagem Climática, por exemplo, cada um na sua área, forneceram subsídios importantes para a gestão e redução do risco climático no país frente aos efeitos adversos associados à mudança do clima, objetivo principal do PNA.

Entre todas estas contribuições, eu me arriscaria a destacar os avanços da modelagem climática para a redução de incertezas das projeções climáticas futuras para o Brasil, e as atualizações do mapeamento e das mudanças do uso da terra e florestas brasileiras, com implicações importantes para definição de estratégias de adaptação.

 

Blog – Quais os desafios para a aprimorar a pesquisa na área?

Araujo – São muitos os desafios, e por isto mesmo que considero a área da Adaptação às mudanças do clima extremamente interessante. Primeiramente temos que afastar a ideia de que se adaptar significa dar menos peso/importância às ações de mitigação. Todos nós nos adaptamos, no dia a dia, na vida. Senão, não sobrevivemos, não é verdade?

Vencido isto, acho que os maiores desafios se colocam no estabelecimento de estratégias vencedoras (win-win) de cooperação entre os órgãos públicos e a sociedade civil. Parcerias público-privadas seria um caminho interessante a examinar.

Existem casos de sucesso espalhados no mundo. Eu ainda daria foco principal à análise/promoção de medidas de adaptação nas grandes cidades brasileiras, locais extremamente vulneráveis às mudanças do clima e a seus impactos.

Recentemente fomos convidados a participar do Projeto Plataforma de Conhecimento em Adaptação à Mudança do Clima – AdaptaClima, uma interessante iniciativa recente do MMA. Esta será, com certeza, uma oportunidade de aprimoras as pesquisas e a cooperação nesta área.

Blog – Como o a Rede Clima pode ajudar o governo a integrar informações científicas nas políticas públicas?

Araujo – Ao assumirmos a coordenação da Rede Clima, em março de 2016, propusemos a criação de uma nova Sub-rede, denominada Políticas Públicas. Esta proposta foi submetida e aprovada ao/pelo Comitê Científico da Rede Clima, em nossa última reunião.

A Sub-rede de Políticas Públicas nasceu da necessidade de garantirmos/aprimorarmos continuamente o alinhamento entre as agendas política e científica no âmbito do tema mudanças climáticas. Isto nos parece totalmente necessário.

Os principais objetivos dessa nova subrede são: (a) Monitorar atividades legislativas e ações governamentais que tenham implicação na temática mudança do clima; (b) Avaliar possíveis impactos sobre a capacidade de adaptação às mudanças climáticas e sobre as emissões e remoções de GEE das políticas e propostas de políticas públicas; e (c) Trabalhar em propostas de alteração de normas vigentes para melhorar ações governamentais e ambiente de negócios para o setor privado no sentido de mitigar a (e se adaptar à) mudança global do clima.

Esperamos assim estabelecer um canal de troca contínua de informações e de fornecimento de subsídios científicos para a elaboração e aprimoramento das políticas públicas sobre o tema mudanças climáticas.

Para saber mais sobre a rede clima: redeclima.ccst.inpe.br

 

 

 

MMA apresenta PNA no Adatation Futures 2016

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Analista ambiental, Mariana Egler, em painel no Adaptation Futures 2016
Analista ambiental Mariana Egler, em painel no Adaptation Futures 2016

A analista ambiental Marina Egler representou o Ministério do Meio Ambiente no Adaptation Futures 2016, que aconteceu, no mês passado, em Roterdã, na Holanda.

Adaptation Future é, na verdade, o Congresso Internacional sobre Adaptação à Mudança do Clima. Iniciativa do Programa PROVIA das Nações Unidas para o Meio Ambiente PNUMA- UNEP, que acontece anualmente. Esta foi a quarta edição.

Mariana participou de duas sessões durante o evento. Na primeira, Redução de risco climático e novas oportunidades – lições do desenvolvimento e implementação das estratégias corporativas de Adaptação, ela falou sobre a parceria do MMA com a FGV para sensibilização e capacitação do setor privado para lidar com a Adaptação à Mudança do Clima.

Na segunda, organizada pela Cooperação Alemã – GIZ, com participação de países cooperados, o tema foi as oportunidades e desafios de integração da Adaptação à mudança do clima no planejamento de ações governamentais.

Em ambas as mesas, Mariana destacou a articulação e caráter colaborativo do processo de elaboração do plano brasileiro. E ressaltou que, diante das dificuldades, a opção foi sempre seguir com o processo, mesmo com a quase total ausência de informação sobre vulnerabilidade no país.

“Se apenas aplicássemos a metodologia recomendada pela UNFCCC, iríamos interromper o processo, a espera de um retrato mais detalhado da vulnerabilidade no Brasil”, avalia. “Nosso mérito foi transformar obstáculos em metas”, pontua.

Outro ganho do Adaptation Futures, segundo a analista ambiental, foi poder conhecer experiências de outros países. Segundo ela, Bangladesh é um bom exemplo. Nesse país da Ásia Meridional, o tema ganhou prioridade, quando passou a ser tratado pelo ministério de financias.

“Foram gastos em resiliência mais de US$ 25 bilhões nos últimos anos. Investimento que trouxeram benefícios imediatos: No último furacão, uma operação pública garantiu abrigo para cerca de dois milhões de pessoas, reduzindo sensivelmente o número de mortos”, conta ela.

Ao final do evento, Mariana fez uma avaliação positiva do encontro. Foram reunidos mais de 160 trabalhos, mostrando experiências bastante diversas e amplas. Com destaque para as questões relativas a financiamento da Adaptação, monitoramento das medidas adaptativas, cadeias produtivas e Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE).

“O acompanhamento das mesas redondas mostrou que estamos em um nível de amadurecimento e questionamento com relação ao desenvolvimento e implementação do Plano Nacional de Adaptação, compatível com os questionamentos que estão sendo feitos pela comunidade global de tomadores de decisão nesta temática”, avalia ela.

Questionada sobre a importância de o Brasil participar em eventos assim, Mariana argumentou que o Clima é um tema que tem uma natureza global que vai além das fronteiras. “A maior parte das soluções para produção do conhecimento sobre mudança do Clima tem sido originada no âmbito da comunidade científica e de gestores que atuam na interface internacional e doméstica”, explica.

“A própria estrutura proposta para a elaboração do PNA, seus princípios e estrutura de elaboração e gestão foi originada de trabalhos colaborativos com o UKCIP e a Cooperação Alemã.  Desta forma para continuarmos a fazer um trabalho inovador, abrangente e efetivo, é necessário o diálogo permanente com os fóruns e instituições internacionais”, finaliza.

Para saber mais: http://www.adaptationfutures2016.org/

Adaptação à mudança do clima: é hora de decidir!

Vídeo Postado em

Os impactos da mudança do clima destroem a forma da subsistência das pessoas e os seus lares. Prejudicam nossa infraestrutura e trazem transtornos à comunicação e ao comércio. Além disso, a mudança do clima está colocando em risco os resultados positivos do desenvolvimento e os mais afetados são frequentemente as populações pobres e marginalizadas. Ainda que nós parássemos de emitir gases de efeito estufa instantaneamente, o mundo não pararia de aquecer-se imediatamente devido à quantidade de gases que já emitimos. Por isso devemos agir em duas frentes: reduzir as emissões de gases de efeito estufa e nos adaptar à mudança do clima. Mas como, exatamente, podemos nos adaptar, considerando que não conhecemos precisamente nem a magnitude e nem a forma da mudança do clima?

Animação realizada pela Iniciativa Internacional de Proteção ao Clima (International Climate Iniciative, ICI), do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da Alemanha, produzida pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH em cooperação com o Instituto de Pesquisas em Impactos Climáticos de Potsdam (Potsdam Institute for Climate Impact Research, PIK).

Workshop : As mudanças climáticas e as cidades brasileiras – riscos e medidas de respostas

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Contexto:

Eventos climáticos extremos deverão tornar-se mais frequentes e intensos com a mudança do clima. Neste contexto, as cidades brasileiras necessitam ser planejadas estrategicamente, de forma a priorizar investimentos e medidas de adaptação frente às mudanças climáticas, com foco na redução de riscos e minimização dos impactos ocasionados pelos eventos extremos como inundações, deslizamento de terra, tempestades e erosão em zonas costeiras.

A mudança climática pode afetar as cidades de forma variada, em especial as áreas costeiras. As cidades litorâneas são sensíveis ao aumento do nível do mar, mudanças na frequência e intensidade das tempestades, ao aumentos na precipitação e na temperatura dos oceanos. Além disso, o aumento das concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO2) está tornando os oceanos mais ácidos, gerando impactos significativos sobre os ecossistemas costeiros e marinhos.

Objetivo:

Promover uma discussão com especialistas, pesquisadores, tomadores de decisão e a sociedade civil sobre as vulnerabilidades das cidades brasileiras frente às mudanças climáticas. O Primeiro Relatório de Avaliação do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) aponta lacunas nas áreas do conhecimento sobre os riscos e medidas de respostas das cidades aos eventos climáticos extremos. Com base nisso, o PBMC está organizando o Relatório “Zonas costeiras das cidades brasileiras às mudanças climáticas”, que tem como objetivo apresentar o estado da arte sobre o tema e fornecer subsídios para o Plano Nacional de Adaptação e políticas sobre mudança do clima.

Workshop “As Mudanças Climáticas e as Cidades Brasileiras” – Parceira PBMC e CETESB
Data: 22/06/2016 – quarta-feira.
Horário: 09:00 – 12:00h
Local: Auditório da Cetesb – Av. Professor Frederico Hermann Jr 345, Alto de Pinheiros, São Paulo – SP

Reunião de autores – Relatório “Zonas costeiras das cidades brasileiras às mudanças climáticas”, organizado pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (Evento fechado)
Horário: 14:00 – 16:00h
Local: Auditório da Cetesb – Av. Professor Frederico Hermann Jr 345, Alto de Pinheiros, São Paulo – SP.

Para mais informações e inscrição: aqui

Environmental migration in Brazil: Current context and systemic challenges

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Policy Brief Series Issue 5 | Vol. 2: Environmental migration in Brazil: Current context and systemic challenges

Author: Erika Pires Ramos, Liliana Lyra Jubilut, Fernanda de Salles Cavedon-Capdeville, Carolina de Abreu Batista Claro
Publisher: IOM
Language of Publication: English
Country: Brazil
Year of Publication: 2016

 

Diretora Karen Cope fala sobre PNA para NAP Global NETwork (em inglês)

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Para ouvir a entrevista clique na imagem acima

 

 

Meio Ambiente lança Plano Nacional de Adaptação à mudança do clima

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Metas do PNA foram incluídas nas contribuições brasileiras enviadas à ONU para o combate à mudança do clima; prazo de execução é de quatro anos

O Ministério do Meio Ambiente lança hoje o Plano Nacional de Adaptação (PNA). O Plano é um conjunto de diretrizes, metas e recomendações, envolvendo onze temas de interesse nacional que foram identificados como vulneráveis à mudança do clima.

Seu objetivo é promover a gestão e redução do risco climático associados à mudança do clima, de forma a aproveitar as oportunidades emergentes, evitar perdas e danos e construir instrumentos que permitam a adaptação dos sistemas naturais, humanos, produtivos e de infraestrutura.

O plano foi construído coletivamente com participação técnica de 18 órgãos do governo federal, Núcleo de Articulação Federativa (NAF), comunidade científica, sociedade civil organizada e empresas privadas. Sua elaboração contou, ainda, com uma chamada pública, uma consulta pública e 197 reuniões técnicas.

Os temas abordados foram agricultura, cidades, recursos hídricos, povos e populações vulneráveis, segurança alimentar e nutricional, biodiversidade e ecossistemas, gestão de risco aos desastres, indústria e mineração, infraestrutura, saúde e zonas costeiras.

Segundo a diretora da Secretaria de Mudança do Clima e Qualidade Ambiental/MMA, Karen Silverwood-Cope, o diferencial do PNA é que ele estabelece metas com quatro anos de prazo para execução.

“Essas metas fazem parte das contribuições (NDCs) que o Brasil enviou às Nações Unidas, dentro dos esforços globais de combate às mudanças do clima”, enfatiza.

A portaria que institui o PNA foi publicada hoje no Diário Oficial da União. Ela cria também o Grupo Técnico de Adaptação que será formado por membros do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) – representando a sociedade civil, com a previsão de criação de grupos temáticos.

Segundo Neilton Fidelis, assessor técnico do FBMC, o PNA é um exemplo a ser seguido, uma vez que foi elaborado com bases científicas e diálogo com diferentes atores sociais. “Desde pesquisadores até agricultores familiares”, garante.

Satisfeito com os resultados do PNA, Fidelis diz que o próximo passo será garantir maior visibilidade para o plano. E garante que o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas fará a sua parte: “será um grande vetor de disseminação”.

Diretrizes e Metas

O PNA estabelece metas gerais e setoriais, para estimular os setores a desenvolver ações que visam diminuir as vulnerabilidades mais rapidamente, além de aproveitar oportunidades que a mudança do clima deve proporcionar.

Exemplo disso é a meta sob a responsabilidade  do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), de elaborar um diagnóstico da vulnerabilidade à mudança do clima das populações beneficiadas pelo PLANSAN (Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional).

Já o Ministério da Saúde se comprometeu a, até 2019, ampliar para 85% o percentual de municípios brasileiros atendidos pelo Programa Nacional de Qualidade da Água para consumo humano (Vigiagua).

Serviço

O conteúdo do Plano Nacional de Adaptação (PNA) pode ser acessado no site do MMA, aqui

Para conhecer a portaria do DOU que institui o PNA, clique aqui: Portaria nº 150,

Mais informações pelo e-mail adaptinfo@mma.gov.br

 

Plano Nacional de Adaptação – PNA
Objetivos Específicos Metas para 4 anos Responsável
Objetivo 1. Ampliação e disseminação do conhecimento científico, técnico e tradicional: produção, gestão e disseminação de informação sobre o risco climático

 

Estratégia para aprimorar a qualidade das projeções climáticas, como subsidio a políticas públicas de adaptação, elaborada e implementada. MMA /MCTI

 

Plano de ação para implementar Necessidades Tecnológicas para Adaptação – TNA, elaborado. MCTI

 

 

Plataforma online de gestão do conhecimento em adaptação criada e disponível à sociedade. MMA

 

 

Estratégia para ampliar e fortalecer a Rede clima criada e implementada. MCTI

 

Projeto de integração de dados para monitoramento e observação de impactos da mudança climática – SISMOI, elaborado e implementado. MCTI
Objetivo 2. Coordenação e cooperação entre órgãos públicos e a sociedade civil

 

Estratégia de capacitação em adaptação desenvolvida e implementada para públicos alvo diversos. MMA
Sistema de monitoramento e avaliação do PNA desenvolvido e implementado. MMA
Sistema de financiamento e incentivos econômicos para adaptação criado e implementado. MMA
Estratégia de fomento à formulação de políticas públicas de adaptação pelos entes federados elaborada. MMA
Objetivo 3: Identificar e propor medidas para promover a adaptação e a redução do risco climático Agricultura
Centro de Inteligência Climática da Agricultura, voltado para aplicação do Risco Climático no planejamento e desenvolvimento das Políticas Agrícolas Brasileiras, criado. MAPA
Sistema de Monitoramento e Simulação de Risco e Vulnerabilidade Agrícola desenvolvido e implementado. Embrapa
Biodiversidade e Ecossistemas
Estratégia de medidas de Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE) para áreas de risco a ocorrência de eventos extremos e outros impactos da mudança do clima, elaborada.  MMA
Monitoramento implementado em 50 unidades de conservação federais, para avaliar e acompanhar in situ os impactos da mudança do clima atuais e futuros sobre a biodiversidade. ICMBIO
Modelagem de impacto da mudança do clima sobre a biodiversidade elaborada para uso por políticas públicas de conservação, recuperação e uso sustentável da biodiversidade. MMA
Monitoramento implementado em 50 unidades de conservação federais, para avaliar e acompanhar in situ os impactos da mudança do clima atuais e futuros sobre a biodiversidade. ICMBIO
Povos e Populações Vulneráveis
Diagnóstico da Vulnerabilidade à Mudança do Clima das populações alvo da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas – PNGATI, elaborado. FUNAI
Diagnóstico da vulnerabilidade à Mudança do Clima das populações alvo do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – PLANSAN, elaborado. MDS
Diagnóstico elaborado e redução da Vulnerabilidade à Mudança do Clima promovida em populações vulneráveis e beneficiárias das políticas públicas agroextrativistas. MMA
Recursos Hídricos
Medidas de adaptação à mudança do clima incorporadas nas ações desenvolvidas pela Agência Nacional de Águas. ANA
Modelagens climáticas e hidrológicas desenvolvidas de forma integrada, e impactos na gestão de recursos hídricos avaliados. ANA
Saúde
Ampliar para 85% o percentual de municípios brasileiros com o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) até 2019. MS
Zona Costeira
Estratégia para compatibilizar a altimetria continental com batimetria marinha (AltBat) elaborada e com recursos definidos para sua execução IBGE/MMA
Núcleos de Referência para o Gerenciamento Costeiro estabelecidos, formando e organizando informações e ferramentas para modelagem dos riscos climáticos e geração de repostas qualificadas na Zona Costeira. MMA
Macrodiagnóstico da Zona Costeira (Macro-ZC) revisado considerando a vulnerabilidade relacionada à mudança do clima MMA

 

MMA Abre Consulta do Plano Nacional de Adaptação

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PNA define medidas para enfrentar a mudança do clima. Sociedade tem 45 dias para contribuir no aperfeiçoamento do Plano

Que a temperatura da terra está subindo, pouca gente tem dúvidas. O desafio para governos, setor privado e cidadãos é definir o que será feito por todos para reduzir os impactos do aquecimento global sobre as atividades econômicas, as populações e os ecossistemas.  Há consenso na Organização das Nações Unidas, seguindo as recomendações do Painel Intergovenamental de Mudanças climáticas (IPCC), de impedir que o aumento ultrapasse 2 ºC.

Viste a página da consulta, aqui.